20 de setembro de 2011

O Barco


Barco forte a segurar uma pesada âncora, e mesmo assim sutil a flutuar nesta armadura, expressando todo sentimento atlântico do mundo.

Sentimentos de asas, mas que andam por terra, serão eles incapazes de alçar voou? Não sei, parece que preferem a força das hélices a cortar até mesmo o ar, invisível e gentil ao empurrar as velas guiando esses mesmos sentimentos, só que por mar.

O mar é aquele belo líquido espumante que se faz clarear todas as manhãs pelo sol, mas não se pode esquecer do barco forte que por ele navega, levando absurdos, ignorância e uma pitada de gentilezas, afim de equilibrar e temperar todo esse sentimento atlântico.

Todo barco é lápis a desenhar sobre as águas, trilhando linhas tortuosas e desviando das impurezas que ficaram para trás, definitivamente toda matéria jogada nesta imensidão afunda e desaparece, mas se faz presente neste sentimento atlântico do mundo e por vezes parece querer nos afundar.

Mas barco que carrega uma âncora pesada, não se entrega por qualquer garrafa, por mais valioso que seja o papiro nela colocado, por mais forte que seja o rabisco de assinatura nele impregnado, nada é mais forte do que esse sentimento atlântico do mundo, nada é mais forte do que esse sentimento atlântico do mundo e devo ressaltar que nada é mais forte do que esse sentimento atlântico do mundo.

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