Mesas cheias, papéis por todos os lados, canetas em lugar algum, gostos de menta na boca e o ar cheirando a café, barrigas cheias de bolacha, o telefone o bip do computador e as portas querendo correr rangiam de dor, paredes manchadas e furadas de quadros e relógios.
Toalhas limpas nas mesas, as sujas lá atrás, pratos higienizados e talheres lado a lado, um guardanapo com a logo do lugar sobre o prato cravado com um palito, na cozinha panelas evaporando, borbulhando, na rua as vassouras de cabeça para baixo, lixos ensacados com moscas comendo.
Música alta, cabeça baixa e pernas subindo e descendo sem parar, o gelo seco escondia todos ao redor, levantava a cabeça e respirava aquela fumaça pesada e branca, no ar somente as luzes coloridas eram vistas, os que não dançavam se espremiam nas paredes, os idiotas usavam drogas.
No centro só havia areia, nos arredores a grama servia para delimitar o espaço, de cada um dos lados dois ferros simbolizavam o gol, enquanto alguns jogavam outros batiam bola, gritavam e riam, quando a rede de um time balançava uns cinco ou seis gritavam, os outros de cabeça baixa sentavam na grama.
De um a sete ele ia apertando até parar naquela música que lhe agradava, um dos braços ficava apoiado na janela beliscando a boca, o outro batendo no volante acompanhando a canção, na cabeça a mulher e o serviço, a única coisa que saia era a fumaça do escapamento.
A única coisa que saia era o gelo seco, o cheiro de café, era o cheiro da comida, o cheiro de suor a fumaça do escapamento, a fumaça e o cheiro que sai de lá é tudo o que você precisa saber desses lugares. De qualquer lugar.

Muito bom que tenha voltado a escrever em blogs. E agora com um layout bacana, heim? Nem vai mais precisar dos meus serviços layoutisticos. =D
ResponderExcluirSucesso, Tiago! Sensibilidade e talento não lhe faltam.
Grande abraço!